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Importante Controlo de acessos Pontuação: 7/10

Mobile Access: Como o controlo de acessos via smartphone reduz custos

Soluções de Mobile Access substituem cartões físicos por credenciais no smartphone – mais segurança, menos burocracia e poupança de custos, segundo o especialista da HID Achim Schmidt.

O que aconteceu?

Num artigo convidado na revista Protector, Achim Schmidt, End User Business Development Manager na HID, explica como as soluções de Mobile Access estão a substituir o controlo de acessos clássico baseado em cartões físicos. Em vez de cartões RFID ou crachás, os colaboradores passam a usar o smartphone para operar portas, cacifos, impressoras, estações de carregamento elétrico, veículos de frota ou até máquinas de venda automática. A identidade digital fica guardada numa carteira digital (wallet) ou numa aplicação própria da empresa.

Segundo o artigo, os cartões físicos de acesso praticamente deixaram de fazer sentido em ambientes de Mobile Access. O artigo analisa tanto as vantagens em termos de segurança como os benefícios financeiros desta transformação.

Os detalhes

Um argumento central a favor do Mobile Access é a eliminação do risco associado a cartões de acesso roubados, perdidos ou cedidos a terceiros. Os smartphones já possuem nativamente mecanismos de segurança como códigos PIN, reconhecimento facial ou sensores de impressão digital. Mesmo que um dispositivo seja emprestado a outra pessoa, o artigo refere que é possível implementar controlos de segurança em várias camadas, como scanners biométricos em torniquetes em ambientes críticos, por exemplo aeroportos, bancos ou centros de dados.

Também a nível administrativo surgem vantagens: as permissões de acesso podem ser geridas de forma centralizada e concedidas ou revogadas em segundos. Em comparação, a reconfiguração ou recolha de cartões-chave em sistemas tradicionais é consideravelmente mais trabalhosa. A escalabilidade também é destacada: novos colaboradores ou localizações inteiras podem ser integrados no sistema quase em tempo real.

A interação técnica como pré-requisito

O artigo sublinha que uma solução holística de Mobile Access é mais do que a simples disponibilização de chaves digitais no smartphone. A máxima segurança só é alcançada através da interação orquestrada dos seguintes componentes:

  • Leitores de acesso com tecnologia sem fios, como Bluetooth Low Energy (BLE) e Near Field Communication (NFC), para comunicação segura entre o smartphone e o ponto de acesso
  • Protocolos de transmissão encriptados, normas de segurança atuais e capacidade de atualização para garantir segurança do investimento a longo prazo
  • Leitores híbridos, capazes de processar tanto cartões RFID clássicos como credenciais digitais
  • Um controlador central que processa os dados de identidade e controla portas e leitores – com comunicação encriptada, por exemplo via OSDP Secure
  • Dispositivos compatíveis com cloud, que permitem atualizações de firmware e novas funcionalidades sem necessidade de substituir o hardware
  • Uma plataforma baseada em cloud para gestão de identidades digitais

Como alicerce, o artigo menciona uma infraestrutura de TI estável e protegida: uma rede IP segmentada, comunicação encriptada, uma gestão rigorosa de certificados, além de regras claras de firewall e de cloud. Adicionalmente, são necessários mecanismos como vinculação de dispositivos, biometria, armazenamento em elemento seguro (secure element) e funções de auditoria.

Enquadramento

A relevância do tema é justificada no artigo, entre outros aspetos, pela diretiva NIS-2. Desde a sua entrada em vigor, muitas empresas passaram a integrar as infraestruturas críticas, sendo obrigadas a adaptar o seu controlo de acessos de acordo com as disposições da NIS-2. Segundo o artigo, medidas de segurança insuficientes podem, no pior dos casos, resultar em multas significativas.

Assim, o Mobile Access não é apresentado apenas como um ganho em termos de conforto e segurança, mas também como resposta às exigências regulatórias que os operadores de infraestruturas críticas – por exemplo, no contexto de centros de dados ou instituições financeiras – têm de enfrentar.

Aspetos financeiros

Para além da segurança, o artigo coloca explicitamente em destaque as poupanças de custos. Com a eliminação dos cartões RFID físicos, deixam de existir despesas com produção, personalização e envio – ou seja, custos de material e logística. Ao mesmo tempo, reduz-se o esforço administrativo, uma vez que as credenciais podem ser geradas automaticamente a partir dos sistemas de RH e vinculadas diretamente aos processos de onboarding e offboarding.

Outras poupanças potenciais referidas:

  • Ausência de custos de substituição de cartões ou crachás perdidos, pois já não é necessário produzi-los de novo
  • Processos mais sustentáveis, graças à eliminação da produção de cartões físicos
  • Ciclos de investimento mais longos em controladores compatíveis com cloud, já que novas funcionalidades podem ser disponibilizadas através de atualizações de firmware, sem necessidade de substituir hardware
  • Maior produtividade dos administradores graças à administração remota, reduzindo a necessidade de deslocações ao local

Dicas práticas

Do artigo podem ser retiradas as seguintes recomendações para empresas que planeiam migrar para o Mobile Access:

  • Na escolha dos leitores de acesso, ter em conta o suporte às normas sem fios atuais (BLE, NFC) e a capacidade de atualização, de forma a garantir a segurança do investimento
  • Prever leitores híbridos, capazes de processar tanto cartões RFID como credenciais digitais, permitindo uma migração gradual
  • Utilizar controladores com comunicação encriptada (por exemplo, OSDP Secure) e compatibilidade com cloud, possibilitando atualizações de firmware sem substituição de hardware
  • Proteger a infraestrutura de TI como base de tudo: rede segmentada, encriptação, gestão de certificados e regras de firewall claras
  • Ter em conta mecanismos de segurança adicionais, como vinculação de dispositivos, biometria, armazenamento em elemento seguro e funções de auditoria
  • Verificar atempadamente os requisitos da NIS-2, caso a própria empresa integre as infraestruturas críticas

Perspetivas

O artigo deixa claro que o Mobile Access não deve ser entendido como uma tecnologia isolada, mas sim como um sistema integrado composto por hardware, rede, gestão de identidades na cloud e processos de TI. Segundo o artigo, as empresas que conseguirem integrar todos estes componentes de forma técnica e organizacionalmente harmoniosa poderão operar uma solução de controlo de acessos robusta, escalável e preparada para o futuro.

Face a exigências regulatórias como a NIS-2 e às vantagens de custo demonstradas, é provável que aumente a pressão sobre as empresas para modernizarem os seus sistemas de controlo de acessos existentes. A possibilidade, descrita no artigo, de atualizar funcionalidades através de atualizações de firmware facilita uma transição gradual, sem ser necessário substituir completamente o hardware já instalado.