O que aconteceu?
O mercado europeu de arrendamento residencial está a crescer de forma dinâmica, com edifícios multifamiliares geridos profissionalmente e os chamados portfólios Build-to-Rent (BTR) a ganhar importância em muitos países. Com este desenvolvimento, aumentam também as exigências impostas aos operadores destes portfólios. Segundo um artigo da revista Protector, discute-se, neste contexto, como a videointeligência e o controlo de acessos precisam convergir cada vez mais de forma estratégica para fazer face ao aumento da carga operacional.
Os detalhes
Atualmente, o dia a dia dos operadores de grandes portfólios residenciais vai muito além da simples gestão de habitações. Inclui, entre outros aspetos, a gestão de fluxos de visitantes, a coordenação de serviços de entrega, a gestão de estacionamentos e áreas comuns, bem como a operação de numerosos sistemas técnicos. Quanto maiores os portfólios, mais complexa se torna a sua operação.
Muitos imóveis já dispõem de videovigilância, controlo de acessos, sistemas de intercomunicação ou fechaduras digitais. O problema é que estes sistemas funcionam, muitas vezes, de forma amplamente independente uns dos outros. Isto gera uma carga de trabalho adicional para os operadores – por exemplo, na investigação de incidentes, na gestão de direitos de acesso ou na análise de eventos em múltiplos locais.
Neste contexto, o papel da tecnologia de segurança tradicional está a mudar. A videovigilância há muito deixou de servir apenas para a recolha de provas a posteriori. As tecnologias modernas visam cada vez mais permitir identificar mais rapidamente eventos relevantes e tornar os processos operacionais mais eficientes. Ao mesmo tempo, ganha importância a questão de como ligar as informações de segurança a outros dados do edifício, de modo a apoiar melhor as decisões durante a operação diária.
Enquadramento
Particularmente em portfólios residenciais em crescimento, a gestão centralizada de diferentes locais ganha destaque. Os operadores procuram soluções que criem transparência, simplifiquem processos e, ao mesmo tempo, se integrem nas infraestruturas existentes. Para o setor do controlo de acessos e da tecnologia de segurança, isto significa que as soluções isoladas para edifícios ou locais individuais já não são suficientes em portfólios BTR em escala. O que se procura são infraestruturas em rede que permitam uma visibilidade centralizada em múltiplos locais.
A isto acrescem os requisitos em matéria de proteção de dados e governação. Segundo o artigo, as tecnologias inteligentes devem ser não apenas eficazes, mas também aplicáveis em conformidade legal e de forma responsável – um aspeto particularmente relevante na integração de dados de vídeo e de acesso, uma vez que aqui convergem informações pessoais sensíveis.
Dicas práticas
- Os operadores de portfólios residenciais devem avaliar em que medida as soluções isoladas existentes de videovigilância, controlo de acessos, intercomunicação e fechaduras digitais podem ser integradas numa plataforma comum e de gestão centralizada.
- Na seleção de novos sistemas, deve atender-se à capacidade de integração nas infraestruturas existentes, de modo a garantir a proteção do investimento e a escalabilidade para portfólios em crescimento.
- Os requisitos de proteção de dados e governação devem ser considerados desde o início, sempre que as informações de segurança sejam associadas a outros dados do edifício.
- Para uma base de decisão fundamentada, recomenda-se a leitura do whitepaper mencionado no artigo, "O portfólio conectado: Promovendo a inteligência operacional na construção multifamiliar europeia e no Build-to-Rent", da Brivo, que aborda de forma mais detalhada o papel da inteligência artificial e das plataformas integradas.
Perspetivas
A evolução descrita no artigo sugere que, no futuro, a tecnologia de segurança em portfólios Build-to-Rent será cada vez mais entendida como um elemento de uma inteligência operacional abrangente, em vez de uma medida de proteção isolada. A videointeligência e o controlo de acessos convergem, assim, progressivamente numa infraestrutura em rede destinada a apoiar a transparência, a eficiência e a gestão centralizada de locais. Para projetistas, instaladores e operadores da área do controlo de acessos, isto deverá significar que os serviços de consultoria e as soluções de produtos terão de se orientar cada vez mais para a interoperabilidade, as plataformas de gestão centralizadas e a integração de diferentes tecnologias de edifícios. Pormenores adicionais sobre a implementação técnica concreta e eventuais normas permanecem por esclarecer e não constam em detalhe no artigo.